“Raquetes dos profissionais”

11 de outubro de 2011

 O assunto que selecionei hoje é muito comum entre os jogadores de qualquer nível, pois comumente disperta a curiosidade dos apaixonados por tênis: A raquete dos profissionais; por esse motivo, realizei um estudo dos modelos de raquete presentes no mercado, pertencentes aos 3 primeiros tenistas do ranking profissional da ATP, o que provavelmente o ajudará a saber mais curiosidades sobre as raquetes dos melhores tenistas do mundo e também saber se uma delas pode se encaixar no seu próprio estilo de jogo!

 Novak Djokovic – Raquete Head Youtek Speed IG Pro (peso 335 gramas sem corda): A raquete do atual número 1 do mundo, reúne as principais técnologias da marca austríaca Head, tais como a inclusão do “Innegra”em sua composição, que trata-se de um  material extremamente rígido e extremamente leve, que ajuda a ter uma raquete mais firme com até 18% a menos de vibrações; o gel D3o presente principalmente no coração da raquete que adequa-se ao seu tipo de batida, ou seja, quanto mais forte você bate, mais denso o material fica, fazendo com que a raquete envergue menos, essa técnologia denominada “Youtek”oferece maior potência e ainda menos vibrações; em termos de jogo, por se tratar de uma raquete mais pesada e com peso mais voltado ao cabo, a raquete controla muito os golpes, porém pode-se dizer que a linha Speed da Head oferece grande potência e uma excelente área doce de batida, mesmo no caso da linha Pro; Como opçÕes, o tenista tem uma série de raquetes da família Speed com menos peso e um controle bem próximo, como a Speed 315 gramas, Speed 300 gramas os Speed Elite, ambas com a mesma cosmética do Djoko.

 Rafael Nadal – Raquete Babolat Aeropro Drive GT (peso 300 gramas sem corda): Ao longo da carreira, Rafa sempre usou raquetes com área de batida maior, aro mais largo e que soltem muito bem a bola; o que ajuda muito na defesa e no contra-ataque, marcas registradas do tenista espanhol, por isso o modelo de raquete usado por ele é um dos mais versáteis entre os tenistas top; possuindo uma raquete equilibrada, não tão pesada e que oferece um meio termo excepcional entre potência e controle; o último modelo chama-se GT pois em sua liga de materiais estão presentes o grafite e tungstênio, esse último é responsável por enriquecer a fibra da raquete, oferecendo maior firmeza e principalmente por históricamente ser uma material que faz com que a raquete vibre menos, aind ano campo das vibraçÕes, essa raquete tem a técnologia “Cortex”que é um antivibrador embutido em um ponto estratégico que ajuda a reduzir sensivelmente as vibraçÕes nocivas ao braço do jogador, além de ter formato modificado ao longo do aro e coração para oferecer menos atrito com o ar, sendo mais fácil de manusear, daí o nome “Aero”. Essa raquete também tem modelos que complementam a linha com o mesmo padrão de cores, como a Aeropro Drive Lite GT ou a Aeropro Drive Team GT.

 Roger Federer – Raquete Wilson BLX Six-one Tour (340 gramas sem corda): Seguindo a escola de Pete Sampras e ao contrário dos 2 tenistas citados anteriormente, Federer usa uma raquete que oferece o MÁXIMO de controle, mas também exige o MÁXIMO do jogador, pois trata-se de uma raquete de cabeça pequena (90 Sq.in.) e aro extremamente fino, sendo uma raquete mais difícil de manusear e acertar na área doce de batida, mas é a que mais oferece firmeza e peso na bola do mercado; para usar esse modelo, o tenista deve fazer exatamente o que a raquete manda, ou seja, bater com swings completos e fortes, sempre no centro da raquete (uma tarefa não tão simples!) Como técnologia, esse modelo tem materiais basálticos em sua composição, o que segundo o fabricante, oferece maior firmeza e potência aos golpes; assim como as outras duas, ela também tem modelos que complementam a linha com a mesma cosmética: Six One 95 (Bellucci) e Six One Team (mais leve).

 Como pudemos averiguar, existem diferenças extremamente marcantes nas raquetes dos 3 primeiros tenistas do mundo, cada uma atendendo melhor o estilo de jogo de cada um, por isso, antes de fazermos nossas escolhas, é essencial que antes avaliemos nosso próprio estilo de jogo e o que realmente buscamos em uma raquete, para que a mesma combinada com um bom encordoamento venha a somar e não atrapalhar em nosso jogo.

Grande abraço e até a próxima!

Fabrizio Tivolli

Encordoador oficial Brasil open 2006,2007 e 2008

Encordoador oficial Copa Petrobrás São Paulo 2009

 Para conehcer melhor sobre características e configurações dos modelos de raquetes citados, entre outros, acesse www.raquetemania.com.br

Escolhendo o professor

5 de agosto de 2011

Uma das perguntas que recebo constantemente, principalmente nas transmissões no BandSports, é como escolher o professor de tênis. É uma questão delicada e muitos aspectos devem ser levados em conta como empatia, ambiente e etc., porem alguns aspectos são fundamentais e não se deve abrir mão na hora da escolha:

O professor não precisa ser um exímio jogador, mas deve saber jogar e no mínimo saber na teoria e na prática todos os golpes. Não se engane também com o professor que joga muito e ganha vários torneios. isso só prova que ele é um bom tenista e não professor;

Deve conhecer o esporte, sua história, dados importantes tais como campeões do passado, as terminologias utilizadas, ser apto a conversar sobre o esporte e explicar seus detalhes técnicos;

Exija o CREF,que é o certificado do conselho regional de educação física. Não é uma garantia de que o profissional registrado seja bom, mas é lei e passível de multa ao professor e ao local da aula que pode ser seu condomínio em caso de profissional não credenciado;

Caso a aula seja para seu filho não se prenda apenas na “aula teste”. Às vezes a criança não tem condições de avaliar a qualidade da aula. Converse com o professor sobre sua metodologia, o formato da aula, etc. Por mais que você não entenda nada de tênis, se ele realmente sabe o que esta fazendo vai te dar uma resposta convincente.

Fale ao professor de seus objetivos com as aulas. Faz toda diferença no treino se você quer ser um campeão ou apenas praticar uma atividade física. Se o professor for bom, lhe fará a pergunta antes que você comente.

O professor é a porta de entrada para o esporte. Já vi muitos desistirem ou se desinteressarem por treinar com maus profissionais e ao trocarem de profissional se encantarem com o esporte.

Os preços variam muito de lugar pra lugar. Faça antes uma pesquisa em sua região e lembre-se: aulas em academias tendem a ser mais caras que nos clubes ou condomínios e sempre desconfie do muito barato.

Informe-se sobre o professor, em seu local de trabalho, internet, etc. Ex e atuais alunos são uma ótima fonte.

São atitudes simples e que podem fazer muita diferença na hora da escolha, afinal, é de sua saúde que estamos falando.

Fica a dica e bons treinos!

Prof. Daniel Souza

Comentarista do BANDSPORTS